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Gilberto Gil e Maria Bethânia em Montreux: colorido brasileiro empolga [por Armel Habluetzel, Montreux]
Vestidos completamente de branco, subiram juntos ao palco do auditório Strawinski, em Montreux, Gilberto Gil e Maria Bethânia. A sala estava completamente lotada, a platéia, essencialmente formada por um público brasileiro. O show inicia com
a vibrante "Fé cega, Faca Amolada" e, ao entoarem essa
primeira música, espontaneamente, um coro ecoa vibrante no auditório.
Depois é a vez dos pares dançarem, aos embalos de "Filhos
de Gandy"., também compartilhado com grande emoção
pela platéia. Seguiu-se então uma homenagem a Bob Marley,
com "Is this Love". A seguir, Bethânia deixa o palco, e Gil interpreta solo algumas de suas canções mais conhecidas, arracando aplausos efusiantes do público. Após, o contrário: é Gil que abandona a cena e deixa Bethânia, acompanhada por nove músicos, apresentar a sua bagagem musical canarinha. Em um francês
"perfeito" Gil lembra, emocionado, que esteve em Montreux pela
primeira vez há 25 anos, e que esta é a sétima vez
que se apresenta no festival. Também em entrevista para a televisão
suíça SF1 o compositor-ministro afirma que a importância
de Montreux é grande para a música brasileira, pois funciona
como uma "vitrine" da produção nacional. Nem tão apolítica
foi a prensença brasileira em Montreux, Gil e Bethânia dedicaram
juntos uma canção contra a intolerância religiosa
e prestaram juntos uma homenagem à Mãe Menininha do Ganduá,
grande figura da religião africana no Brasil. Pois este, dentro do meu conhecimento, é a primeira vez que um ministro se apresenta em Montreux. Obrigado, senhor ministro SITE:
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